O AMANHECER DO EVANGELHO

Reflexões de Pe. Lucas de Paula Almeida, CM

XVII DOMINGO DO TEMPO COMUM

TESOURO ESCONDIDO -PÉROLA – REDE

TESOURO ESCONDIDO -PÉROLA – REDE

TESOURO ESCONDIDO, PEROLA REDE – XVII DOMINGO DO T.C – DIA 26-07-2020 VALE A PENA CONFERIR ESTE VÍDEO DAS 3 PARÁBOLAS – Pe. LUCAS DE PAULA ALMEIDA, CM
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O AMANHECER DO EVANGELHO

Reflexões de Pe. Lucas de Paula Almeida, CM

XVII DOMINGO DO TEMPO COMUM

                                                                        TESOURO ESCONDIDO -PÉROLA – REDE Três parábolas nos oferece a página do evangelho de São Mateus neste domingo. Elas são como flores de belo colorido, brotando no campo do Evangelho, ajudando a compor esse clima de alegria e de esperança que é típico do livro divino. As parábolas são: a do tesouro escondido, a da pérola preciosa e a da rede que se lança ao mar para a pesca. São tão simples e tão expressivas que, quando no fim Jesus pergunta aos discípulos se haviam entendido, a resposta é um sonoro “sim”. E Jesus comenta, como que para encarecer a importância de todos esses ensinamentos, que “todo escriba instruído sobre o Reino do Céu é como um pai de família que tira de seus tesouros o que é novo e o que é velho” (Mt 13,52). Houve quem comentasse que essa frase é como que uma discreta assinatura de Mateus para o seu evangelho. Pois é ele um desses escribas instruídos que reuniram em seus escritos a sabedoria dos tempos antigos e a dos novos. A eterna sabedoria guardada pelos séculos e a nova sabedoria de Jesus, o mais sábio de todos os sábios.Quando se lê a parábola do homem que, tendo descoberto que havia um tesouro escondido num campo, vendeu o que tinha, para comprar esse campo, pode surgir uma pergunta sobre a honestidade desse homem. Ele sabia do tesouro escondido. Não revelou nada ao dono, e fez a compra pelo preço corrente, como se se tratasse de um terreno como outro qualquer. Mas o que se deve notar é que a finalidade da parábola não é discutir isso. O termo da comparação – o “tertium comparationis”, como se diria em linguagem de escola – é o valor do tesouro comparado com o valor de todas as outras coisas que o homem vendeu para poder comprar o campo. Em tempos antigos havia desses casos, em que determinadas pessoas escondiam um tesouro, sobretudo por medo dos imprevistos da guerra. Mesmo em nossos tempos tais casos se repetiram, para defender objetos preciosos, e até relíquias, como foi, na segunda guerra mundial, o que se fez em Pádua com o relicário da língua de Santo Antônio. A lição de Jesus é clara: não há valor algum que possa superar o valor do reino do Céu, esse reino no qual Deus é o Senhor absoluto, e onde floresce a graça, a Redenção, a vida eterna. Todos os bens da terra são desprezíveis diante desse reino.A segunda parábola é semelhante à primeira. Só que o termo de comparação é uma preciosíssima pérola. Sobretudo sabendo a importância que os antigos, e de modo especial os orientais, davam às pérolas, a parábola é muito significativa. Jesus quer ensinar que o Reino do Céu – inclusive pelo esplendor da glória celeste – é como a mais preciosa de todas as pérolas. Vale a pena fazer todo o sacrifício para adquiri-Ia. E como trocar o céu com a terra, ou melhor, trocar as coisas da terra pelas coisas do céu. Dos que entenderam bem isso é que se compõe o cortejo dos santos que brilham na eternidade.A terceira parábola é diferente. Aí o Reino do Céu é apresentado em processo dinâmico. Ele é comparado com a rede que os pescadores lançam ao mar. Ela apanha peixes de todos os tamanhos e qualidades, e quando está cheia é arrastada para fora d’água. Os pescadores se sentam – sentar-se é o gesto mais espontâneo do oriental para fazer qualquer coisa -, separam os peixes bons para levá-Ios para casa, e atiram fora os ruins. “Assim acontecerá no fim do mundo – concluiu Jesus”. Sairão os anjos e separarão os maus do meio dos justos, e os lançarão na fornalha acesa, onde haverá choro e ranger de dentes” (Ibid., 49-50). Poucas pinceladas muito nítidas, para indicar a grande e misteriosa separação final, quando Ele vier para “julgar os vivos e os mortos”.O esquecimento dessa perspectiva é que deixa as rédeas soltas para o mal e para todo o tipo de pecados. Longe de nós pautarmos nossa vida pelo medo do juízo! Mas o pensamento de que somos responsáveis e de que, se Deus nos deu a liberdade, foi para bem usarmos dela, há de ser uma bússola em nosso caminho. Há um amanhã para além da porta da morte, e devemos preparar – nos bem para ele. Na alegria de nos lembrarmos de que Deus nos predestinou a sermos conformes à imagem de seu Filho. E àqueles que predestinou, também os chamou; àqueles que chamou, também os justificou; e àqueles que justificou, também os glorificou (Rm 8,29-30). Essa é a visão que devemos ter diante dos olhos. Ela deve ser a medida do bem que fazemos, preparando-nos para o último dia.Leituras do XVII Domingo do Tempo Comum –Ano  A:

1a) 1Rs 3, 5.7-12 ;

2a) Rom 8,28-30

3a) Mt 13,44-52

Pe. Lucas – Mateus 13,16-17- Festa de São Joaquim e Sant-Ana-

O AMANHECER DO EVANGELHO

REFLEXÕES E ILUSTRAÇÕES DE PE. LUCAS DE PAULA ALMEIDA, CM

                    FESTA DE SÃO JOAQUIM E SANT’ANA

                                                    26 de Julho – Santos Joaquim e Ana – Pais de Nossa Senhora                               

                                                                                                          O DIA DOS AVÓS!!!       As informações que temos de São Joaquim e de Sant’Ana foram tiradas do evangelho apócrifo Proto-Evangelho de São Tiago.  Este evangelho foi considerado apócrifo não porque contivesse alguma heresia ou inverdade de fé, mas porque só narra a vida de Nossa Senhora e dos pais dela, São Joaquim e Sant’Ana, desde um pouco antes de sua imaculada concepção até o nascimento de JESUS e por não narrar a vida pública de JESUS e principalmente a Sua Paixão, Morte de Cruz e Ressurreição. Um evangelho para ser considerado canônico deve narrar a vida pública de JESUS e principalmente a Sua Paixão, Morte de Cruz e Ressurreição. Também sabemos sobre a ascendência de Nossa Senhora através do relato da mística e vidente de Nosso Senhor JESUS CRISTO e da Virgem Maria, Anna Catharina Emmerich. Anna Catharina Emmerich relata que a avó de Sant’Ana, portanto a bisavó de Nossa Senhora chamava-se Emorun e era casada com Stolanus, com o qual teve três filhas; a mais velha chamava-se Sobe, que foi mãe de Santa Isabel e portanto a avó de São João Batista; a do meio chamava-se Isméria, que seria a mãe de Sant’Ana e portanto a avó da Virgem Maria; e a caçula Maharha, que foi mãe de Maria Salomé (confira Mc 15, 40 e Mc 16, 1). Isméria se casou com Eliud, que era da tribo de Levi e descendente de Aarão, irmão de Moisés, com o qual teve Sant’Ana. O seu nome Ana (Hannah) significa em hebraico “graça” (ou misericórdia). Segundo a tradição, aos vinte anos, foi dada em casamento a São Joaquim, que vivia em Nazaré e cujo pai, Matthat era o segundo irmão de Jacó, pai de São José, portanto São Joaquim também era descendente da família real de Davi, donde concluímos que a Virgem Maria, Nossa Senhora era descendente, por parte de pai do Rei Davi e por parte de mãe do Sumo Sacerdote Aarão, irmão de Moisés. O nome de São Joaquim em hebraico pode significar tanto “DEUS Prepara” como “Elevado por DEUS”.São Joaquim e Sant’Ana viviam em Jerusalém, ao lado da piscina de Betesda, onde hoje está a famosa Basílica de Sant’Ana. Eles já de idade avançada não tinham filhos e para ela, Sant’Ana, isso era motivo de grande vergonha, pois naquele tempo, em Israel, uma mulher estéril era considerada amaldiçoada. Mas, São Joaquim e Sant’Ana eram muito piedosos, devotos e cheios de fé e de esperança e nunca deixaram de rezar pedindo pelo milagre de terem um filho.Após vinte anos de um feliz casamento, por não terem tido um filho passaram a ser descriminados publicamente, ao ponto do Sacerdote Ruben censura-lo por não ter filhos. Diante de tamanha tristeza, São Joaquim retirou-se para o deserto por quarenta dias, a fim de jejuar, orar e fazer penitência, ali um Anjo do Senhor apareceu-lhe, dizendo que suas preces haviam sido ouvidas. Ao mesmo tempo, Sant’Ana suplicava a DEUS que lhe concedesse um filho. Sant’Ana dizia:- “Se DEUS vive e se eu conceber um filho ou filha será um dom do meu DEUS e eu servirei a ELE por toda a minha vida”. DEUS também enviou um Anjo a Sant’Ana para anunciar-lhe:- “Ana, o Senhor ouviu tua prece, e tu conceberás e darás à luz, e tua descendência será conhecida no mundo inteiro”. Então São Joaquim voltou do deserto e após alguns dias Sant’Ana concebeu a Virgem Maria. A partir desse dia, toda vergonha e humilhação de São Joaquim e de Sant’Ana transformou-se em alegria e júbilo e eles voltaram a ser respeitados pelos habitantes de Jerusalém. Pouco são os dados históricos sobre São Joaquim e sobre Sant’Ana, mas sabe-se que a Virgem Maria recebeu primeiramente o nome de Miriam (em hebraico:- Senhora da Luz), só depois que passou a ser chamada de Maria, versão latina de Miriam. Sant’Ana cumpriu a sua promessa. Quando a Virgem Maria tinha três anos de idade, Sant’Ana ofereceu-a ao serviço de DEUS no Templo de Jerusalém e lá Ela ficou até os doze anos de idade.
São Joaquim e Sant’Ana viveram até o nascimento de JESUS, sendo que São Joaquim faleceu pouco após a apresentação do menino JESUS no Templo de Jerusalém. Devido a sua história, Sant’Ana é considerada a padroeira das mulheres grávidas e das que desejam ter filhos. São Joaquim e Sant’Ana são considerados os padroeiros dos avós.Em 1913 a Igreja Católica determinou que os avós de Nosso Senhor JESUS CRISTO deveriam ser celebrados juntos, no dia 26 de Julho e que nesta data deveria ser reconhecida oficialmente como o “Dia dos Avós”.Foi no V Evento Mundial das Famílias, na Espanha que o Papa Bento XVI falou da importância dos avós para as famílias Católicas e reforçou o quanto os avós podem ser, e na maioria das vezes o são, a certeza do afeto e da ternura que todo ser humano precisa dar e receber.Certamente é uma data muito importante e bonita para ser celebrada, lembrada e comemorada, por isso eu sugiro aos meus leitores, que no dia 26/07 façam uma festa, como uma festa de aniversário, para os seus avós e se seu avo e/ou avó já nas encontrarem mais entre nós, sugiro mandar celebrar uma Missa pelas almas deles nesta data. Que o Dia de São Joaquim e Sant’Ana, o Dia dos Avós não passe em branco!!!Oração pelos Avós:-
Ó DEUS Eterno e Todo-Poderoso, em VÒS vivemos, nos movemos e somos. Nós Vos louvamos e Bendizemos por terdes dado a estes Vossos filhos e filhas, nossos queridos vovôs e nossas queridas vovós, uma vida longa com perseverança na fé e em boas obras.
Concedei que eles, confortados pelo carinho dos filhos, netos e amigos, se alegrem na saúde e não se deixem abater na doença, a fim de que, revigorados com a Vossa bênção, consagrem o tempo da idade madura ao Vosso louvor, seguindo os exemplos de São Joaquim e de Sant’Ana, que na fidelidade à Palavra de DEUS, cumpriram sempre a vontade de servir e de amar a todos.
Por Nosso Senhor JESUS CRISTO, DEUS na Vossa unidade e do ESPÍRITO SANTO. Amém!!!

                                                            Pe. Lucas – Mateus 13,16-17- Festa de São Joaquim e Sant-Ana-

O AMANHECER DO EVANGELHO

REFLEXÕES E ILUSTRAÇÕES DE PE. LUCAS DE PAULA ALMEIDA, CM

FESTA DE SÃO JOAQUIM E SANT’ANA

 26 de Julho – Santos Joaquim e Ana – Pais de Nossa Senhora  

1) Oração

Senhor, Deus de nossos pais, que concedestes a São Joaquim e Sant’Ana a graça de darem a vida à Mãe do vosso Filho Jesus, fazei que, pela intercessão de ambos, alcancemos a salvação prometida a vosso povo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.2) Leitura do Evangelho (Mateus 13,16-17)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

13,16 Disse Jesus aos seus discípulos: “Quanto a vós, bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem! Ditosos os vossos ouvidos, porque ouvem! 17 Eu vos declaro, em verdade: muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não o viram, ouvir o que ouvis e não ouviram”.

Palavra da Salvação.3) Reflexão Mateus 13,16-17

* Mateus 13,16-17: Felizes os olhos que vêem o que vocês estão vendo Tudo isso explica a frase final: “Vocês, porém, são felizes, porque seus olhos vêem e seus  ouvidos ouvem. Eu garanto a vocês: muitos  profetas  e justos desejaram ver o que vocês estão vendo, e não puderam ver; desejaram ouvir o que vocês estão ouvindo, e não puderam ouvir”.4) Reflexão Mateus 13,16-17

OUVIR SEM ENTENDER

Em seu ministério, Jesus deparou-se constantemente com o fenômeno da incredulidade. Com o passar do tempo, crescia a oposição dos seus inimigos, que o tornavam alvo de maledicências e perseguições.

Um texto da profecia de Isaías ajudou-o a compreender esta experiência. O profeta falara do “endurecimento do coração” de seus contemporâneos, insensíveis à sua pregação. Quanto mais o profeta falava, convidando-o à conversão, tanto mais recrudescia o fechamento do povo.

A postura dos mestres da Lei e dos fariseus levou Jesus a instruir os discípulos servindo-se de parábolas, de forma a velar seus ensinamentos. O pré-requisito para o entendimento das parábolas consistia em estar sintonizado com Jesus, para ser capaz de interpretá-las. Caso  contrário, seriam apenas simples historinhas sem graça. Quem não as ouvir como se deve, será incapaz de compreendê-las com o coração.

  O modo parabólico de falar revela uma clara distinção entre quem é e quem não é discípulo do Reino. Os primeiros são capazes de captar os mistérios do Reino escondidos em cada parábola. Os segundos são incapazes de ir além da materialidade das palavras, permanecendo na ignorância das coisas do Reino.

Feliz de quem se torna discípulo de Jesus, porque realiza um sonho acalentado por muitos profetas e justos: contemplar o Reino de Deus.
(Dom Total)SÃO JOAQUIM E SANTA ANA

Sabemos muito pouco sobre os pais de Maria. Também eles estão sob a lei do silêncio e do escondimento que Deus aplicou à vida de Maria e à maior parte da vida histórica de Jesus.Os evangelhos apócrifos falam das suas dificuldades. Um texto da igreja armênia do século XIII diz-nos que Joaquim e Ana eram justos e puros, levavam uma vida piedosa e um comportamento inocente e imune à calúnia. Eram zelosos na oração, no jejum e na abstinência. Eram uma família assídua ao templo, cheia de caridade, incansável no trabalho e, em consequência, rica de bens. Dividiam o rendimento anual em três partes: uma para o Templo e sustento dos sacerdotes; outra para os pobres, e a terceira para eles mesmos. É lógico pensar que Deus os tenha chamado a participar no mistério de Jesus, cuja chegada prepararam. Permanece a glória de terem sido os pais de Nossa Senhora.Joaquim e S. Ana encorajam a nossa confiança: Deus é bom e na história da humanidade, história de pecado e de misericórdia, o que fica é a glória, é o positivo que construiu em nós.Joaquim e Ana foram escolhidos entre o povo eleito, mas de dura cerviz, para que, entre esse povo, florescesse Maria e, dela, Jesus. É a maior manifestação do amor misericordioso de Deus.

Agradeçamos ao Senhor. Nós somos os ditosos, nós que vemos e ouvimos, o que muitos profetas e justos apenas entreviram na fé e na esperança.Lembremos os nossos avós. Um provérbio africano afirma: “Das panelas velhas, tira-se a melhor sopa”. Os “avós” são verdadeiras preciosidades. Há que rodeá-los de cuidados e carinhos, e não desperdiçar o muito que têm para nos dizer e ensinar, particularmente a sua fé e a sua esperança.        5) Oração final

O Senhor vai dar-lhe o trono de seu pai, o rei Davi.

O Senhor fez a Davi um juramento, uma promessa que jamais renegará: “Um herdeiro que é fruto do teu ventre colocarei sobre o trono em teu lugar!”

O Senhor vai dar-lhe o trono de seu pai, o rei Davi.

Pois o Senhor quis para si Jerusalém e a desejou para que fosse sua morada: “Eis o lugar do meu repouso para sempre, eu fico aqui: este é o lugar que preferi!” O Senhor vai dar-lhe o trono de seu pai, o rei Davi.

“De Davi farei brotar um forte herdeiro, acenderei ao meu ungido uma lâmpada. Cobrirei de confusão seus inimigos, mas sobre ele brilhará minha coroa!”O Senhor vai dar-lhe o trono de seu pai, o rei Davi. (Salmo 131/132)5) Oração final

Senhor, vossa bondade chega até os céus, vossa fidelidade se eleva até as nuvens. Vossa justiça é semelhante às montanhas de Deus, vossos juízos são profundos como o mar. (Sal 35)