O AMANHECER DO EVANGELHO

EVANGELHO DO DIA E HOMILIA

REFLEXÕES E ILUSTRAÇÕES DE PE. LUCAS DE PAULA ALMEIDA, CMXXVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM -ANO B

O DINHEIRO FALOU MAIS ALTO 

1)Oração

Fazei, ó Deus, que os acontecimentos deste mundo decorram na paz que desejais, e a vossa Igreja vos possa servir, alegre e tranquila. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.2)Leitura do Evangelho (Mc 10,17-30)

Naquele tempo, Quando Jesus saiu a caminhar, veio alguém correndo e, dobrando os joelhos diante dele, suplicou-lhe: “Bom Mestre, que farei para alcançara vida eterna?”Jesus disse-lhe: “Por que me chamas bom? Só Deus é bom. Conheces os mandamentos: não mates; não cometas adultério; não furtes; não digas falso testemunho; não cometas fraudes; honra pai e mãe.”Ele respondeu-lhe: “Mestre, tudo isto tenho observado desde a minha mocidade.” Jesus fixou nele o olhar, amou-o e disse-lhe: “Uma só coisa te falta; vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me. Ele entristeceu-se com estas palavras e foi-se todo abatido, porque possuía muitos bens.E, olhando Jesus em derredor, disse a seus discípulos: “Quão dificilmente entrarão no Reino de Deus os ricos!” Os discípulos ficaram assombrados com suas palavras. Mas Jesus replicou: “Filhinhos, quão difícil é entrarem no Reino de Deus os que põem a sua confiança nas riquezas!É mais fácil passar o camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar o rico no Reino de Deus.” Eles ainda mais se admiravam, dizendo a si próprios: “Quem pode então salvar-se?” Olhando Jesus para eles, disse: “Aos homens isto é impossível, mas não a Deus; pois a Deus tudo é possível.Naquele tempo, Começou Pedro a dizer a Jesus: “Eis que deixamos tudo e te seguimos.” Respondeu-lhe Jesus.“Em verdade vos digo: ninguém há que tenha deixado casa ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras por causa de mim e por causa do Evangelho que não receba, já neste século, cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, com perseguições e no século vindouro a vida eterna. Muitos dos primeiros serão os últimos, e dos últimos serão os primeiros.”3. I REFLEXÃO  Marcos 10,17-27

Um santo que faltou no calendário! É o que sempre me vem à mente, quando leio esta passagem do Evangelho. Alguém perguntou a Jesus – uma pergunta sincera de quem queria realmente saber – que é que devia fazer para ter como herança a vida eterna,”cumprir os mandamentos” foi a resposta de Jesus, que até enumerou pacientemente esses mandamentos: “Não matar, não cometer adultério, não furtar, não levantar falso testemunho, não prejudicar a ninguém, honrar pai .e mãe” (Mc 10, 19).O jovem – São Mateus é que informa que ‘se tratava de um jovem (Mt 19, 22) – respondeu que tudo isso ele já praticava desde seus verdes anos.O Mestre não pôde deixar de envolvê-lo num olhar de infinita simpatia; e acrescentou: “Só te falta uma coisa: vai, vende tudo o que tens e distribui aos pobres, e terás um tesouro no céu. Então, vem e segue-me” (Mc 10,21 ). Mas aí aconteceu a decepção. O jovem era muito rico. Não teve coragem de renunciar à sua riqueza. Ele, que poderia ser um São Bento, um São Francisco de Assis, um São Vicente de Paulo ou um São Luiz Gonzaga, afastou-se cabisbaixo, entregue à pobreza de sua riqueza.Foi quando Jesus fez a grave admoestação: “Como é difícil os que têm riquezas entrarem no Reino de Deus!” (v. 23). E diante do espanto dos discípulos, completou ainda com mais veemência: “É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus! ” (v. 25).A expressão é evidentemente hiperbólica. Quer indicar alguma coisa humanamente impossível. Mesmo assim, houve autores que se impressionaram com a desproporção entre os elementos da comparação, e acharam que o texto trazia originariamente outra palavra grega: “kámilos” (cabo, corda grossa) em vez de “kámelos” (camelo), É interessante que o Padre Vieira adotou essa versão. Outros acharam que “fundo de agulha” era o nome antigo de uma porta estreitíssima nos muros de Jerusalém. Mas é inútil querer recorrer a esses artifícios. Fica sempre a impossibilidade afirmada por Jesus.A expressão assustou profundamente os discípulos, que começaram a comentar: “Então quem se poderá salvar?” (v. 26). Mas Jesus, olhando bem para eles, disse:”Aos homens é impossível, mas a Deus não; pois a Deus tudo é possível” (v. 27). E isso mesmo que temos que aprender: só a força da graça de Deus – em certos casos, um verdadeiro milagre – é que impede que o poder das riquezas subjugue o coração do homem, e mate aí a fé, o amor fraterno, a dedicação aos valores do espírito. O dinheiro torna árido o coração, fecha-o no egoísmo, impede que ele se abra na direção de Deus e dos irmãos. Todo o mal-estar que reina no mundo pela má distribuição das riquezas vem daí. Os donos de riquezas querem ficar cada vez mais ricos.E acabam oprimindo os pobres, fazendo-os ficar cada vez mais pobres. Mas não faltam milagres da graça de Deus, abrindo o coração de detentores de grandes fortunas, transformando-os em benfeitores da humanidade, sobretudo pelo exemplo de sua pobreza abraçada pelo reino dos céus. Bastaria entre todos o exemplo luminoso do “poverello” de Assis.A liturgia da palavra deste domingo prepara o Evangelho com a leitura de uma perícope do Livro da Sabedoria, onde o sábio bíblico – tentou-se identificá-Io com Salomão, mas é uma opinião hoje considerada insustentável – declara que pediu a Deus o espírito de Sabedoria, e o recebeu. E que a prefere a todos os cetros e tronos e riquezas. Perto dela todo o ouro do mundo é como um punhado de areia, e a prata vale menos do que a lama. Essa sabedoria é a que leva o homem a descobrir a mão de Deus nas obras da criação, dá-Ihe o espírito de gratidão e de prece, ordena sua vida segundo os preceitos da ética: a do Sinai e, mais ainda a do Evangelho. Se o homem adotasse esse conselho do sábio bíblico, seria capaz de construir um mundo mais feliz. E descobriria no fim o que o sábio descobriu a respeito da posse da sabedoria:”Todos os bens me vieram com ela,e havia em suas mãos riqueza incalculável”(Sb 7, 11).LEITURAS do XXVIII Domingo do Tempo Comum – Ano B:

1ª – Sb 7,1-11.

2ª – Hb 4,12-13.

3ª – Mc 10, 17-30 (ou: 10, 17-27).

 II REFLEXÃO  Marcos 10,17-27

O AMANHECER DO EVANGELHO

EVANGELHO DO DIA E HOMILIA

REFLEXÕES E ILUSTRAÇÕES DE PE. LUCAS DE PAULA ALMEIDA, CMXXVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM -ANO B

O DINHEIRO FALOU MAIS ALTO 

1)Oração

Fazei, ó Deus, que os acontecimentos deste mundo decorram na paz que desejais, e a vossa Igreja vos possa servir, alegre e tranquila. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.2)Leitura do Evangelho (Mc 10,17-30)

Naquele tempo, Quando Jesus saiu a caminhar, veio alguém correndo e, dobrando os joelhos diante dele, suplicou-lhe: “Bom Mestre, que farei para alcançara vida eterna?”Jesus disse-lhe: “Por que me chamas bom? Só Deus é bom. Conheces os mandamentos: não mates; não cometas adultério; não furtes; não digas falso testemunho; não cometas fraudes; honra pai e mãe.”Ele respondeu-lhe: “Mestre, tudo isto tenho observado desde a minha mocidade.” Jesus fixou nele o olhar, amou-o e disse-lhe: “Uma só coisa te falta; vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me. Ele entristeceu-se com estas palavras e foi-se todo abatido, porque possuía muitos bens.E, olhando Jesus em derredor, disse a seus discípulos: “Quão dificilmente entrarão no Reino de Deus os ricos!” Os discípulos ficaram assombrados com suas palavras. Mas Jesus replicou: “Filhinhos, quão difícil é entrarem no Reino de Deus os que põem a sua confiança nas riquezas!É mais fácil passar o camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar o rico no Reino de Deus.” Eles ainda mais se admiravam, dizendo a si próprios: “Quem pode então salvar-se?” Olhando Jesus para eles, disse: “Aos homens isto é impossível, mas não a Deus; pois a Deus tudo é possível.Naquele tempo, Começou Pedro a dizer a Jesus: “Eis que deixamos tudo e te seguimos.” Respondeu-lhe Jesus.“Em verdade vos digo: ninguém há que tenha deixado casa ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras por causa de mim e por causa do Evangelho que não receba, já neste século, cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, com perseguições e no século vindouro a vida eterna. Muitos dos primeiros serão os últimos, e dos últimos serão os primeiros.”3) Reflexão Marcos 10,17-27

* O evangelho de hoje traz dois assuntos: (1) conta a história do homem rico que perguntou pelo caminho da vida eterna (Mc 10,17-22), e (2) Jesus chama a atenção para o perigo das riquezas (Mc 10,23-27). O homem rico não aceitou a proposta de Jesus, pois era muito rico.Uma pessoa rica é protegida pela segurança que a riqueza lhe dá. Ela tem dificuldade em abrir mão desta segurança. Agarrada às vantagens dos seus bens, vive preocupada em defender seus próprios interesses.Uma pessoa pobre não costuma ter esta preocupação. Mas pode haver pobres com cabeça de rico. Então, o desejo de riqueza cria neles uma dependência e faz com que eles também se tornem escravos do consumismo. Ficam devendo prestações em todo canto e já não têm mais tempo para dedicar-se ao serviço do próximo. Com esta problemática na cabeça, tanto das pessoas como dos países, vamos ler e meditar o texto do homem rico.* Marcos 10,17-19: A observância dos mandamentos e a vida eterna. Alguém chega perto de Jesus e pergunta: “Bom mestre, o que devo fazer para herdar a vida eterna?” O evangelho de Mateus informa que se tratava de um jovem (Mt 19,20.22).Jesus responde bruscamente: “Por que me chamas bom. Ninguém é bom senão só Deus!” Jesus desvia a atenção de si mesmo e aponta para Deus, pois o que importa é fazer a vontade de Deus, revelar o Projeto do Pai.Em seguida, Jesus afirma: “Você conhece os mandamentos: não matar, não cometer adultério, não roubar, não levantar falso testemunho, não defraudar ninguém, honrar pai e mãe”. É importante olhar bem a resposta de Jesus.O jovem tinha perguntado pela vida eterna. Queria a vida junto de Deus! Mas Jesus não mencionou os três primeiros mandamentos que definem nosso relacionamento com Deus! Ele só lembrou aqueles que dizem respeito à vida junto do próximo!Para Jesus, só conseguimos estar bem com Deus, se soubermos estar bem com o próximo. Não adianta se enganar. A porta para chegar até Deus é o próximo.* Marcos 10,20: Observar os mandamentos, para que serve? O homem responde dizendo que já observava os mandamentos desde a sua juventude. O curioso é o seguinte. Ele tinha perguntado pelo caminho da vida. Ora, o caminho da vida era e continua sendo: fazer a vontade de Deus expressa nos mandamentos. Quer dizer que ele observava os mandamentos sem saber para que serviam. Do contrário, não teria feito a pergunta. É como muitos católicos de hoje: não sabem dizer para que serve ser católico. ”Nasci num país católico, por isso sou católico!” Coisa de costume!* Marcos 10,21-22: Partilhar os bens com os pobres e seguir Jesus. Ouvindo a resposta do jovem, “Jesus olhou para ele, o amou e lhe disse: Só uma coisa te falta: vai, vende o que tens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu, e em seguida vem e segue-me!” A observância dos mandamentos é apenas o primeiro degrau de uma escada que vai mais longe e mais alto. Jesus pede mais! A observância dos mandamentos prepara a pessoa para ela poder chegar à doação total de si a favor do próximo. Jesus pede muito, mas ele o pede com muito amor.O moço não aceitou a proposta de Jesus e foi embora, “pois era muito rico”.* Marcos 10,23-27: O camelo e o fundo da agulha. Depois que o jovem foi embora, Jesus comentou a decisão dele: Como é difícil um rico entrar no Reino de Deus! Os discípulos ficaram admirados. Jesus repete a mesma frase e acrescenta:É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino! A expressão “entrar no Reino” diz respeito, não só e nem em primeiro lugar à entrada no céu depois da morte, mas também e sobretudo à entrada na comunidade ao redor de Jesus. A comunidade é e deve ser uma amostra do Reino.A alusão à impossibilidade de um camelo passar pelo buraco de uma agulha vem de um provérbio popular da época usado pelo povo para dizer que uma coisa era humanamente impossível e inviável. Os discípulos ficaram chocados com a afirmação de Jesus e perguntavam uns aos outros: “Então, quem pode ser salvo?” Sinal de que não tinham entendido a resposta de Jesus ao homem rico: “Vai vende tudo, dá para os pobres e vem e segue-me!” O jovem tinha observado os mandamentos desde a sua juventude, mas sem entender o porquê da observância. Algo semelhante estava acontecendo com os discípulos. Eles já tinham abandonado todos os bens conforme o pedido de Jesus ao jovem rico, mas sem entender o porquê do abandono! Se o tivessem entendido, não teriam ficado chocados com a exigência de Jesus. Quando a riqueza ou o desejo da riqueza ocupa o coração e o olhar, a pessoa já não consegue perceber o sentido do evangelho.Só Deus mesmo para ajudar! Jesus olhou para os discípulos e disse: “Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível.”* No evangelho de ontem, Jesus falava da conversão que deve ocorrer no relacionamento dos discípulos com os bens materiais: desapegar-se das coisas, vender tudo, dar para os pobres e seguir Jesus. Ou seja, como Jesus, devem viver na total gratuidade, entregando sua vida na mão de Deus e servindo aos irmãos e irmãs (Mc 10,17-27). No evangelho de hoje Jesus explica melhor como deve ser esta vida de gratuidade e de serviço dos que abandonam tudo por causa dele, Jesus, e do Evangelho (Mc10,28-31).* Marcos 10,28-31: Cem vezes mais desde agora, mas com perseguições. Pedro observa: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos”. É como se dissesse: “Fizemos o que o senhor pediu ao jovem rico. Deixamos tudo e te seguimos. Explica para nós como deve ser esta nossa vida?” Pedro quer que Jesus explicite um pouco mais o novo modo de viver no serviço e na gratuidade. A resposta de Jesus é bonita, profunda e simbólica: “Eu garanto a vocês: quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, filhos, campos, por causa de mim e do Evangelho, vai receber cem vezes mais.Agora, durante esta vida, vai receber casas, irmãos, irmãs, mãe, filhos e campos, junto com perseguições. E, no mundo futuro, vai receber a vida eterna”. O tipo de vida que resulta da entrega de tudo é a amostra do Reino que Jesus quer realizar: (1) Alarga a família e cria comunidade, pois aumenta cem vezes o número de irmãos e irmãs. (2) Provoca a partilha dos bens, pois todos terão cem vezes mais casas e campos. A providência divina se encarna e passa pela organização fraterna, onde tudo é de todos e já não haverá mais necessitados. Eles realizam a lei de Deus que pede “entre vocês não pode haver pobres” (Dt 15,4-11). Foi o que fizeram os primeiros cristãos (At 2,42-45). É a vivência perfeita do serviço e da gratuidade. (3) Não devem esperar nenhuma vantagem em troca, nem segurança, nem promoção de nada. Pelo contrário, nesta vida terão tudo isto, mas com perseguições. Pois os que, neste nosso mundo organizado a partir do egoísmo e dos interesses de grupos e pessoas, vivem a partir do amor gratuito e da entrega de si, estes, como Jesus, serão crucificados. (4) Serão perseguidos neste mundo, mas, no mundo futuro terão a vida eterna de que falava o jovem rico.* Jesus e a opção pelos pobres. Um duplo cativeiro marcava a situação do povo na época de Jesus: o cativeiro da política de Herodes, apoiada pelo Império Romano e mantida por todo um sistema bem organizado de exploração e de repressão, e o cativeiro da religião oficial, mantida pelas autoridades religiosas da época. Por causa disso, o clã, a família, a comunidade, estava sendo desintegrada e uma grande parte do povo vivia excluída, marginalizada, sem lugar, nem na religião, nem na sociedade.Por isso, havia vários movimentos que, como Jesus, procuravam uma nova maneira de viver e conviver em comunidade: essênios, fariseus e, mais tarde, os zelotes. Dentro da comunidade de Jesus, porém, havia algo novo que a diferenciava dos outros grupos. Era a atitude frente aos pobres e excluídos. As comunidades dos fariseus viviam separadas. A palavra “fariseu” quer dizer “separado”. Viviam separadas do povo impuro. Muitos dos fariseus consideravam o povo como ignorante e maldito (Jo 7,49), cheio de pecado (Jo 9,34). Jesus e a sua comunidade, ao contrário, viviam misturados com as pessoas excluídas, consideradas impuras: publicanos, pecadores, prostitutas, leprosos (Mc 2,16; 1,41; Lc 7,37).Jesus reconhece a riqueza e o valor que os pobres possuem (Mt 11,25-26; Lc 21,1-4). Proclama-os felizes, porque o Reino é deles, dos pobres (Lc 6,20; Mt 5,3).Define sua própria missão como “anunciar a Boa Nova aos pobres” (Lc 4, 18). Ele mesmo vive como pobre. Não possui nada para si, nem mesmo uma pedra para reclinar a cabeça (Lc 9,58). E a quem quer segui-lo para conviver com ele, manda escolher: ou Deus, ou o dinheiro! (Mt 6,24). Manda fazer opção pelos pobres! (Mc 10,21) A pobreza, que caracterizava a vida de Jesus e dos discípulos, caracterizava também a missão. Ao contrário dos outros missionários (Mt 23,15), os discípulos e as discípulas de Jesus não podiam levar nada, nem ouro, nem prata, nem duas túnicas, nem sacola, nem sandálias (Mt 10,9-10). Deviam confiar é na hospitalidade (Lc 9,4; 10,5-6). E caso fossem acolhidos pelo povo, deviam trabalhar como todo mundo e viver do que receberiam em troca (Lc 10,7-8). Além disso, deviam tratar dos doentes e necessitados (Lc 10,9; Mt 10,8). Então podiam dizer ao povo: “O Reino chegou!” (Lc 10,9).4) Para um confronto pessoal

1. Uma pessoa que vive preocupada com a sua riqueza ou que vive querendo adquirir aquelas coisas da propaganda na televisão, pode ela libertar-se de tudo para seguir Jesus e viver em paz numa comunidade cristã? É possível? O que você acha? Como é que você faz?2. Conhece alguém que conseguiu largar tudo por causa do Reino? O que significa para nós hoje: “Vai vende tudo, dá aos pobres”? Como entender e praticar hoje os conselhos que Jesus deu ao jovem rico?3. Como você, na sua vida, realiza a proposta de Pedro: “Deixamos tudo e te seguimos”?4. Partilha, gratuidade, serviço, acolhida aos excluídos são sinais do Reino. Como as vivo hoje?5)Oração final

Louvarei o Senhor de todo o coração, na assembléia dos justos e em seu conselho.Grandes são as obras do Senhor, dignas de admiração de todos os que as amam.  (Sl 110, 1-2) Todos os confins da terra puderam ver a salvação do nosso Deus. Aclamai ao Senhor, terra inteira gritai e exultai cantando hinos. (Sl 97, 3-4)