EVANGELHO DO DIA E HOMILIA
O AMANHECER DO EVANGELHO
REFLEXÕES E ILUSTRAÇÕES DE
PE. LUCAS DE PAULA ALMEIDA, CMIII DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO C

ABRA O LINDO VÍDEO SOBRE JESUS DE NAZARÉ:

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JESUS DE NAZARÉ

Nazaré é uma pequena cidade da Galiléia. Pequena e humilde. E tinha até uma fama não muito lisonjeira. Assim é que vemos, segundo o evangelho de São João, Natanael perguntando com certo desdém: “De Nazaré pode sair algo de bom?” (Jo 1, 53). Mas Nazaré tornou-se muito grande e famosa, por tudo o que de grande lá aconteceu. Era a terra de Maria e de José.Lá aconteceu a anunciação do anjo Gabriel e esse foi o cenário silencioso do mistério da Encarnação. Lá morou a Sagrada Família depois da volta do exílio no Egito. Lá o Menino Jesus cresceu, recebeu a educação familiar, tornou-se adulto e viu chegara hora de começar sua vida pública. Jesus ficou conhecido como o profeta de Nazaré. A causa de sua condenação escrita no alto da cruz dizia exatamente “Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus”. E os primeiros discípulos foram chamados “nazarenos” (At 24, 5), antes de serem chamados “cristãos”.O evangelista Mateus, que prima em mostrar como em Jesus se realizaram todas as antigas profecias, diz que Jesus foi morarem Nazaré para cumprir uma predição que dizia: “Ele será chamado Nazareu” (Mt 2, 23).Os estudiosos pesquisaram as Sagradas Escrituras, para descobrir onde está essa profecia. Mas não foi possível identificá-la. A explicação mais aceita é que São Mateus se serviu de um jogo de palavras, Isaías, profetizando o nascimento do Messias, diz que “brotará um rebento do tronco de Jessé” (Is 11,1). Pois bem, a palavra “rebento” na língua hebraica é “neçer”, que tem visível assonância com a palavra “nazareno”. Mateus, fazendo a ligação dos termos, mostra como em Nazaré cresce esse rebento brotado do tronco de Jessé.O evangelho de São Lucas, da liturgia da palavra deste domingo, nos mostra um momento glorioso da cidade de Nazaré. É uma proclamação de Jesus aí pronunciada que lança uma grande luz sobre a vida do Messias. Jesus tinha sido batizado no Jordão, fizera seu jejum de quarenta dias no deserto e voltara à Galiléia. Pregava nas sinagogas, curava muitos enfermos e sua fama se propagava por toda parte. E foi também a Nazaré e entrou na sinagoga em dia de sábado, onde a comunidade, como de costume, estava reunida para ouvir a leitura da Lei e dos Profetas e para cantar salmos.O presidente da reunião convidou Jesus a ler. Deram-Ihe o livro do profeta Isaías e Ele, desenrolando o pergaminho, deu com o texto que dizia: “O Espírito do Senhor pousou sobre mim, porque Ele me ungiu e me mandou anunciar a Boa-nova aos pobres, pregar aos cativos a libertação, aos cegos a recuperação da vista, e libertar os oprimidos e anunciar um ano de graça do Senhor” (Lc 4, 18-19). Todos o ouviam atentamente. Terminada a leitura, Ele enrolou o livro, entregou-o ao servente, sentou-se e começou a falar:”Hoje se cumpriu aos vossos ouvidos esta palavra da escritura” (Ib., 21).Essas palavras, em si, poderiam servir para indicar a missão de algum outro grande profeta. Mas, como nos diz aqui solenemente Jesus, elas se referem a Ele de maneira especial. É Ele que vem anunciar a plenitude da bênção de Deus para a humanidade, como se se instalasse um permanente “ano jubilar” para todo o povo à semelhança do ano jubilar que se proclamava de cinqüenta em cinqüenta anos para o povo de Israel. Ele vem anunciar o Evangelho aos pobres, os preferidos do Reino de Deus (cfr. {“Sermão da Montanha”}.Ele vem dar a vista aos cegos, não só curando-os miraculosamente como sinal de seu poder, mas iluminando as consciências para conhecerem a luz de fé e os preceitos da Lei de Deus. Ele vem livrar os cativos de todas as escravidões materiais e espirituais que oprimem a humanidade. Ele vem implantar no mundo a alegria da liberdade dos filhos de Deus (cfr. G14, 31). Aquele “hoje” pronunciado por Jesus naquele sábado em Nazaré vale para todo o sempre. Porque “Cristo é de ontem, de hoje e de sempre” (Hb 13, 8). Basta que, à semelhança dos nazarenos, estejamos em toda a vida atentos às palavras de Jesus e às inspirações da sua graça.

LEITURAS do III Domingo do Tempo Comum – Ano C:
1ª) Ne 8, 2-4a.5-6.8.10 23) –
2ª) 1Cor 12, 12-30 –
3ª) Lc 1, 1-4; 4, 14-21