Jo 3, 16-18 – SANTÍSSIMA TRINDADE: GLÓRIA A DEUS, UNO E TRINO – PE. LUCAS -EVANGELHO E HOMILIA DO DIA – O AMANHECER DO EVANGELHO = REFLEXÕES E ILUSTRAÇÕES DE PE. LUCAS DE PAULA ALMEIDA, CM 

 EVANGELHO E HOMILIA DO DIA – O AMANHECER DO EVANGELHO REFLEXÕES E ILUSTRAÇÕES DE PE. LUCAS DE PAULA ALMEIDA, CM CURTA O VÍDEO – SANTÍSSIMA TRINDADE: GLÓRIA A DEUS, UNO E TRINO https://www.youtube.com/watch?v=Jjw2YLQoAN8&t=41s,No dia 17 de março, festa de São Patrício – o grande apóstolo da Irlanda, que a conquistou toda para Cristo – os […]

EVANGELHO E HOMILIA DO DIA – O AMANHECER DO EVANGELHO
REFLEXÕES E ILUSTRAÇÕES DE PE. LUCAS DE PAULA ALMEIDA, CM
CURTA O VÍDEO – SANTÍSSIMA TRINDADE: GLÓRIA A DEUS, UNO E TRINO
https://www.youtube.com/watch?v=Jjw2Y…,

No dia 17 de março, festa de São Patrício – o grande apóstolo da Irlanda, que a conquistou toda para Cristo – os irlandeses guardam a tradição de pregar na roupa ou colocar na lapela uma folha de trevo. Isso é para eles um testemunho de fé; pois lembram que seu santo Bispo se servia da comparação da folha de trevo – que é uma e tríplice – para ajudar a guardar a verdade básica de nossa fé: um só Deus, em três pessoas.

É claro que a comparação é muito rudimentar. Mas dificilmente acharíamos uma comparação, que pudesse expressar apropriadamente o grande mistério. E aí onde até a lúcida fantasia do maior poeta cristão, Dante Alighieri, veio a falhar: “Da fantasia a força me fugiu”, como ele diz no finalzinho da Divina Comédia (Par., XXXIII, 142). Só sabemos balbuciar. Cremos e adoramos. Compreender não podemos. Mas louvamos a grandeza de Deus uno e trino. E milhões de vezes por dia, partindo de todos os- recantos da terra, sobe aos céus o louvor de Deus nessa fórmula de fé e de confiança: “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo “.

Deus é um só: “Há um só Deus e não pode haver mais do que um”, como nos ensinou a dizer o velho e imortal catecismo. Mas Deus não é sozinho. Nele há a unidade, mas não há solidão. Há comunhão. Na unidade que adoramos – como adoram os muçulmanos, os judeus e muitos povos religiosos – há uma misteriosa Trindade, que só conhecemos pela palavra de Jesus, desenvolvida no Evangelho e nos demais livros do Novo Testamento. Deus é PAI, incriado, princípio sem princípio. Deus é FILHO, gerado do Pai desde todos os séculos, como o orvalho da manhã. Deus é ESPIRITO SANTO, sopro divino que procede do Pai e do Filho. Essas três pessoas são igualmente eternas. Uma não existe antes nem depois da outra. Nelas existe a simultaneidade do ser, embora a pobreza de nossa linguagem humana nos obrigue a enumerar: primeira pessoa, segunda pessoa, terceira pessoa.

Santo Agostinho, o mais versado Doutor da Igreja no estudo – melhor deveríamos dizer na “contemplação” – do dogma da Santíssima Trindade, usou de uma analogia psicológica, que passou para Santo Tomás e para outros sábios da Igreja. Como no homem existe a mente, o pensamento e o amor, intimamente concatenados; assim em Deus há a inteligência, o conhecimento e o amor. A segunda pessoa tem o nome de “Verbo”, que sugere exatamente a “palavra”, o “pensamento”, que orienta a analogia de Santo Agostinho: O Filho é o pensamento do Pai. Mas também, de algum modo, a terceira pessoa, o Espírito Santo, traz uma conveniência para isso. Pois “Espírito” se pode traduzir por “suspiro”, que é expressão de amor.

É muito agradável encontrar na Sagrada Escritura as claras manifestações da Trindade. É, por exemplo, o que acontece no batismo de Jesus no Jordão. Aí está Jesus, o Filho, a segunda pessoa, recebendo o batismo das mãos de João. Ouve-se a voz do Pai, falando das alturas: “Este é meu Filho muito amado”.

E se manifesta o Espírito Santo, em forma de pomba, pairando sobre as águas do rio, como no princípio do mundo” o Espírito de Deus pairava sobre as águas”, como se lê na primeira página do Gênesis. Quando Jesus promete a vinda do Espírito Santo, é também muito nítida a distinção das pessoas: “Rogarei ao Pai, – é Jesus que fala – e Ele vos dará outro Paráclito, para que convosco permaneça para sempre” (Jo 14, 16).

E quando Jesus pronuncia sua palavra de envio do Evangelho para todo o mundo, diz: “Ide, fazei que todos os povos da terra se tornem discípulos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19). E em São Paulo é freqüente a proclamação das três pessoas, podendo-se dizer que todas as suas epístolas são marcadas por um forte colorido trinitário. Bastaria ver a saudação final da segunda carta aos coríntios, que a liturgia usa entre as fórmulas de saudação no início da missa: “A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco” (2Cor 13,13).

Trazemos em nós a marca da Trindade, que recebemos no Batismo. Saibamos adorá-la permanentemente, lembrando o Pai de imensa majestade, o Filho de Deus e nosso irmão Jesus Cristo, Deus-conosco, e o Espírito Santo que dá vida e santidade à Igreja e a cada cristão. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

Leituras para a Solenidade da SS. Trindade – Ano A”
1a) Ex 34,4b-6.8-9
2a) 2Cor 13,11-13
3a) Jo 3,16-18